De seios volumosos no Brasil à harmonização facial na Coreia do Sul, padrões de beleza moldam o mercado global de estética
O mercado de cirurgias plásticas reflete muito mais do que vaidade: ele revela aspectos culturais, sociais e até históricos de cada país. Ao analisar os procedimentos mais realizados em diferentes partes do mundo, é possível entender como os ideais de beleza variam — e como influenciam as decisões médicas e pessoais.
No Brasil, por exemplo, procedimentos corporais lideram os rankings. Lipoaspiração, aumento de mamas e gluteoplastia estão entre os mais realizados, refletindo uma cultura que valoriza curvas e contornos bem definidos. Já nos Estados Unidos, a busca por rejuvenescimento facial — como lifting e blefaroplastia — segue em alta, sobretudo entre pacientes com mais de 40 anos.
Na Coreia do Sul, considerada a capital mundial da cirurgia estética, os procedimentos mais populares são voltados para o rosto. Cirurgias de pálpebras, remodelação de mandíbula e rinoplastia são comuns, influenciadas por padrões estéticos locais que valorizam traços delicados e simetria facial. O país também é referência em técnicas minimamente invasivas, como preenchimentos e uso de tecnologias a laser.
Já em países europeus, como França e Alemanha, a preferência recai sobre intervenções discretas e naturais. A tendência por resultados sutis, sem sinais evidentes de cirurgia, acompanha uma estética que prioriza elegância e moderação.
As diferenças revelam mais do que gostos individuais: mostram como a cirurgia plástica acompanha valores sociais e culturais. Em alguns lugares, há ênfase na sensualidade; em outros, na juventude; e em muitos, na busca por harmonia. Embora globalizada, a cirurgia estética continua sendo profundamente moldada pelas identidades locais.