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Cirurgias

PMMA em procedimentos estéticos: o que muda para pacientes após a proibição do CFM e como escolher um tratamento com mais segurança

Written by: Greta Montieri 2 de julho de 2026
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PMMA em procedimentos estéticos: o que muda para pacientes após a proibição do CFM e como escolher um tratamento com mais segurança
PMMA em procedimentos estéticos: o que muda para pacientes após a proibição do CFM e como escolher um tratamento com mais segurança

Nova resolução reforça os riscos do PMMA em preenchimentos e aumenta a atenção sobre a escolha de profissionais e materiais utilizados em procedimentos estéticos.

Quem pretende realizar um procedimento estético tem feito uma pergunta cada vez mais frequente: afinal, o PMMA ainda pode ser utilizado com segurança? O assunto voltou ao centro das discussões após a entrada em vigor da Resolução nº 2.461/2026 do Conselho Federal de Medicina (CFM), que proibiu médicos de utilizarem o polimetilmetacrilato (PMMA) como substância de preenchimento em procedimentos estéticos e reparadores, com exceção de situações muito específicas previstas para pacientes com HIV/Aids no Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão foi baseada em evidências científicas que relacionam o produto a complicações graves, algumas delas irreversíveis. Para quem deseja melhorar a aparência por meio de preenchimentos faciais ou corporais, a notícia levanta uma dúvida importante: como identificar um procedimento seguro e quais cuidados devem ser adotados antes de qualquer intervenção? Entender essa mudança é essencial para tomar decisões conscientes e reduzir riscos.

Contents
Nova resolução reforça os riscos do PMMA em preenchimentos e aumenta a atenção sobre a escolha de profissionais e materiais utilizados em procedimentos estéticos.Por que o CFM proibiu o uso do PMMA em procedimentos estéticosO que essa mudança representa para quem pretende fazer um procedimento estéticoComo escolher um procedimento estético com mais segurança

Por que o CFM proibiu o uso do PMMA em procedimentos estéticos

A decisão do Conselho Federal de Medicina foi motivada pelo aumento de registros de complicações associadas ao PMMA, um material de preenchimento permanente que pode provocar reações inflamatórias tardias, formação de granulomas, infecções persistentes, migração do produto, necrose, hipercalcemia, insuficiência renal e até mutilações decorrentes da necessidade de remoção dos tecidos afetados. Segundo o CFM, essas complicações podem surgir meses ou até anos após a aplicação, tornando o tratamento extremamente complexo. A Resolução nº 2.461/2026 passou a considerar infração ética a utilização do PMMA por médicos para fins estéticos ou reparadores, preservando apenas uma exceção destinada ao tratamento da lipodistrofia em pessoas vivendo com HIV/Aids, dentro de protocolos específicos do SUS. (Agência Brasil)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também mantém alertas sobre o uso de preenchedores dérmicos fora das indicações aprovadas em registro. A agência destaca que esses produtos são dispositivos médicos de alto risco e devem ser utilizados somente conforme suas instruções de uso, por profissionais habilitados e após avaliação criteriosa do paciente. O uso inadequado ou fora das indicações pode aumentar significativamente a probabilidade de eventos adversos graves. Embora a resolução do CFM regule especificamente a atuação médica, ela reforça um movimento de maior atenção à segurança dos pacientes e à necessidade de utilização de materiais respaldados por evidências científicas e indicações regulatórias. (Serviços e Informações do Brasil)

O que essa mudança representa para quem pretende fazer um procedimento estético

Para o paciente, a principal consequência é a necessidade de buscar informações detalhadas antes de aceitar qualquer procedimento. Perguntar qual substância será utilizada, verificar se o produto possui registro na Anvisa e confirmar a formação do profissional são etapas fundamentais para reduzir riscos. Além disso, nenhum procedimento invasivo deve ser realizado apenas com base em propagandas nas redes sociais ou promessas de resultados rápidos. A avaliação médica individual continua sendo indispensável para definir se existe indicação para qualquer tratamento estético. (Serviços e Informações do Brasil)

Outro ponto importante é compreender que nenhum procedimento é totalmente isento de riscos. Mesmo substâncias amplamente utilizadas exigem técnica adequada, ambiente apropriado e acompanhamento após a aplicação. Pacientes também devem desconfiar de preços muito abaixo da média, ofertas relâmpago e locais que não fornecem informações claras sobre os materiais utilizados. O CFM afirma que a segurança deve prevalecer sobre qualquer tendência estética, especialmente em procedimentos invasivos capazes de causar complicações permanentes quando executados sem critérios técnicos. Por isso, a escolha do profissional deve considerar qualificação, experiência e atuação dentro das normas éticas e regulatórias vigentes. (Portal Médico)

Como escolher um procedimento estético com mais segurança

A proibição do PMMA reforça uma mensagem que especialistas em cirurgia plástica e dermatologia repetem há anos: o sucesso de um procedimento depende tanto da indicação correta quanto da execução adequada. Antes de qualquer intervenção, o paciente deve esclarecer dúvidas sobre benefícios, limitações, tempo de recuperação, possíveis complicações e alternativas terapêuticas. Também é recomendável solicitar informações sobre o produto que será utilizado, incluindo fabricante, registro sanitário e finalidade aprovada pela Anvisa. Esse processo reduz o risco de decisões impulsivas motivadas apenas por tendências ou publicidade.

Outro cuidado importante é verificar se o atendimento ocorre em ambiente adequado e se haverá acompanhamento pós-procedimento. Alterações como dor intensa, aumento progressivo do inchaço, mudanças na coloração da pele, secreção ou sinais de infecção exigem avaliação médica imediata. A segurança do paciente depende da combinação entre diagnóstico individualizado, materiais regulamentados, acompanhamento clínico e profissionais devidamente habilitados. Em um mercado estético em constante crescimento, a informação continua sendo uma das principais ferramentas para prevenir complicações e permitir escolhas conscientes. A recente decisão do CFM reforça justamente esse princípio: procedimentos estéticos devem priorizar a saúde do paciente acima de qualquer resultado visual. (Agência Brasil)

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